Terras raras | Brasil estratégico

Projeto Ouricuri - Riacho do Pontal

Uma oportunidade mineral estruturada para apresentar escala, diferencial técnico, mapas de alvo, contexto geológico, rota de processamento e potencial de valorização em um mercado global em expansão.

MREO ~30% Área +40 km² identificados TREO > 600 ppm
Posicionamento Selten

Pesquisa mineral com leitura técnica e visão de ativo estratégico.

A Selten combina experiência em infraestrutura, geologia e pesquisa mineral para atuar em projetos de alto valor agregado, com foco em Elementos de Terras Raras e minerais críticos. A narrativa desta apresentação foi ampliada para traduzir o projeto em tese de oportunidade, não apenas em uma sequência de dados.

Inovação Técnica

Rigor geológico, metodologia aplicada e tecnologia como base para reduzir incertezas exploratórias.

Visão Estratégica

Foco em minerais críticos essenciais para cadeias globais de tecnologia, energia e defesa.

Compromisso com o Brasil

Desenvolvimento do potencial mineral nacional com responsabilidade, excelência e governança.

01 | Oportunidade

O mercado busca novas fontes confiáveis de terras raras.

O projeto se posiciona na interseção entre demanda global, segurança de suprimento e protagonismo brasileiro em minerais críticos.

  • 1Demanda global por Terras Raras
  • 2Brasil como alternativa estratégica
  • 3Mercado em forte crescimento
Minerais críticos no centro da transição industrialLeitura de mercado orientada por demanda, diversificação de origem e relevância estratégica.
Síntese técnica | Geoquímica I

A base técnica reforça a robustez e a atratividade do projeto.

O Projeto Ouricuri - Riacho do Pontal, na divisa Bahia/Piauí, apresenta uma oportunidade relevante em Elementos de Terras Raras e minerais associados, com alvos DN ligados a ETR leves e pesados no depósito primário e alvos OR ligados a ETR leves no depósito secundário.

Bahia/Piauí Solo e rocha ETR-DN ETR-OR

Base analítica destacada

A campanha analítica utiliza determinações por fusão com metaborato de lítio para Terras Raras em ICP-MS e fusão com peróxido de sódio em ICP-OES, reforçando a consistência metodológica do projeto.

A narrativa técnica separa dois caminhos de valor: minério primário, com alvos de ETR leves e pesados, e minério secundário, com manto argilo-síltico-laterítico e possibilidade de argilas iônicas.

Em linguagem de decisão: a apresentação passa a mostrar não apenas o potencial de mercado, mas também onde estão os alvos, como foram interpretados e quais próximos passos reduzem risco técnico.

Base laboratorial e analítica

O projeto conta com suporte analítico laboratorial para sustentar a leitura geoquímica inicial e dar base às próximas etapas de validação técnica.

As análises laboratoriais apoiam a consistência da campanha geoquímica e reforçam a rastreabilidade dos resultados apresentados ao longo da tese mineral.

SGS GEOSOL
SGS GEOSOL LABORATÓRIOS S.A.CERTIFICADO DE ANÁLISES
GO2603065
02 | Diferencial Técnico
Um ativo com teor, composição, mapas de alvo e rota metalúrgica como pilares da tese técnica.
MREO ~30%
Indicador técnico do projeto

O dado reforça a relevância do conteúdo magnético de terras raras dentro da narrativa de valor do ativo.

Nd/Pr
Alta concentração

Elementos associados a aplicações estratégicas e cadeias de alto valor, com peso comercial relevante.

Valor
Depósito com alto valor agregado

A combinação entre teor, mineralização e rota de desenvolvimento sustenta uma tese de oportunidade robusta.

Perfil mineralógico

Uma cesta mineral com peso nos elementos que realmente capturam valor.

O perfil mineralógico do projeto se destaca pela combinação entre teor e distribuição equilibrada de terras raras leves, médias e pesadas.

Leitura executiva dos teores

TREO estimado: aproximadamente 3.850 a 4.000 ppm, equivalente a cerca de 0,4%.

MREO:Nd + Pr + Dy + Tb em 1.179 ppm, representando aproximadamente 30% da cesta.

Nd/Pr:1.130 ppm, consolidando Nd e Pr como vetores centrais de valor do projeto.

Dy/Tb: 49 ppm, com leitura positiva para estabilizadores térmicos em aplicações críticas.

Cesta indicativa por elemento

Ce
1.400 ppm
Nd
900 ppm
La
800 ppm
Pr
230 ppm
Y
150 ppm
Sm
150 ppm
Gd
100 ppm
Dy
40 ppm
Eu
35 ppm
Tb
9 ppm
A combinação entre Nd próximo ao teor de La, presença de Dy/Tb e teor estimado de MREO em torno de 30% sustenta a tese de um minério rico no que tem maior peso estratégico.

Leitura técnica complementar

Diagnóstico técnico do perfil mineralógico

O perfil mineralógico das zonas prospectadas no Projeto Ouricuri-Riacho do Pontal se destaca não apenas pelo teor, mas pela distribuição equilibrada entre terras raras leves e pesadas.

O TREO estimado está entre aproximadamente 3.850 ppm e 4.000 ppm, enquanto o MREO, formado por Nd + Pr + Dy + Tb, alcança 1.179 ppm, reforçando a presença dos elementos mais relevantes em valor.

Essa composição projeta uma participação de aproximadamente 30% de MREO na cesta total, um patamar altamente competitivo quando comparado a muitos depósitos globais.

Nos elementos leves, cério e lantânio aparecem em níveis controlados, enquanto o neodímio em teor próximo ao lantânio reforça uma anomalia positiva rara. Nos médios e pesados, a presença de európio, térbio e ítrio confirma a eficiência do sistema hidrotermal e amplia a atratividade industrial da ocorrência.

Diferencial econômico

O valor não está apenas no volume. Está na qualidade da cesta.

~30%
MREO na cesta

Patamar altamente competitivo em leitura comparativa com depósitos globais.

1.130
Nd/Pr ppm

Elemento de maior tração econômica para motores, eletrificação e cadeias Green Tech.

49
Dy/Tb ppm

Associação relevante para estabilidade térmica em aplicações de alto desempenho.

150
Y ppm

Coproduto com aplicação em ligas metálicas e cerâmicas especiais.

LREO controladoCério e lantânio são descritos em níveis controlados, reduzindo o peso relativo dos elementos de menor valor.
Anomalia positivaNeodímio em teor próximo ao lantânio é apresentado como uma ocorrência rara e favorável.
HREO presentesEurópio, térbio e ítrio indicam eficiência do sistema hidrotermal.
Valor agregadoA tese técnica sai de teor bruto e passa para composição, seletividade e aplicabilidade industrial.

Leitura econômica ampliada

Comparativo econômico e potencialidade

A cesta apresenta perfil econômico robusto, com destaque para Nd/Pr em 1.130 ppm, Dy/Tb em 49 ppm e Y em 150 ppm, combinação que reforça valor, estabilidade térmica e potencial como coproduto.

Em escala, uma área da ordem de 10 km por 3 km, caso mantenha teores médios próximos de 0,4%, deixa de ser apenas uma ocorrência pontual e passa a sustentar leitura de província mineral.

Do ponto de vista de processamento, a ocorrência em tramas de anfibólio dentro de maciços feldspáticos aponta uma rota favorável para pré-concentração magnética, com potencial de enriquecimento simples por ímãs de alta intensidade.

Em mercado, um ativo com 30% de MREO se alinha diretamente à demanda por soluções fora da China e ao interesse de cadeias Green Tech e de eletrificação.

03 | Escala do Projeto

Potencial para sair de ocorrência isolada e ganhar leitura de província mineral.

Mapa geológico do Projeto Ouricuri - Riacho do Pontal
Mapa geológico do Projeto Ouricuri - Riacho do Pontal

Legenda geológica e critérios analíticos

Legenda geológica

Coberturas Fanerozoicas
Sistema de Dobramentos Riacho do Pontal
Rochas plutônicas
Rochas máfico-ultramáficas pós-deformação tangencial
Granitoides sin-evento deformacional D3
Granitoides sin-evento deformacional D1-D2
Complexo Casa Nova
Domínio Plataformal
Unidade Inferior
A(T)gnxt – Unidade Gnáissico-Xistosa
A(T)ogn – Ortognaisses migmatizados
DNAlvos com elevados de ETR leves e pesados. Depósito primário.
ORAlvos com teores de ETR leves. Depósito secundário.
IMS95RFusão com metaborato de lítio. Terras Raras. ICP-MS PB-000045/1.
ICP90AFusão com peróxido de sódio. ICP-OES PB-000048/4.

Leitura espacial do projeto

Leitura do mapa geológico

A leitura geológica posiciona o Projeto Ouricuri/Ba em escala 1:100.000, integrando a distribuição de ocorrências ETR-DN e ETR-OR com pontos geoquímicos de Nd, Ce, La, Pr, Gd, Dy, Eu, Sm, Co, Pb, La-Pb e Zr.

Esse enquadramento espacial ajuda a visualizar a conexão entre domínio litológico, anomalias químicas e continuidade potencial dos alvos dentro da área investigada.

Modelo de depósito secundárioLeitura voltada a argilas iônicas, teor e possibilidade de menor complexidade operacional.
04 | Depósito Secundário

Argilas iônicas com teor indicado e vantagem de custo.

  • 1Argilas iônicas
  • 2TREO > 600 ppm
  • 3Baixo custo de extração
Mapa de coberturas cenozoicas e depósito secundário
Mapa de coberturas cenozoicas e depósito secundário
Depósito secundário | Coberturas Cenozoicas

As coberturas superficiais destacam a leitura de argilas iônicas.

O mapa de Coberturas Cenozoicas isola a Formação Superficial Cenozoica e reforça a interpretação do manto secundário como frente relevante de pesquisa para ETR em argilas iônicas.

Alvo secundárioÁrea amarrada à zona argilo-síltico-laterítica, com potencial para menor custo de extração.
Critério de avançoDelimitação por malha de campo e furos de trado para confirmar espessura e níveis enriquecidos.
A tese do depósito secundário ganha força quando o mapa é lido junto dos dados de espessura aparente superior a 15 m e área estimada acima de 40 km².

Interpretação do depósito secundário

Coberturas cenozoicas e depósito secundário

As coberturas superficiais ajudam a reconhecer o domínio do depósito secundário e reforçam a interpretação de um manto favorável à concentração de terras raras em ambiente de argilas iônicas.

Argilo-síltico-laterítico

O manto secundário apresenta espessura visual e evidências de campo.

No Bloco Nordeste, predominam solos residuais de composição argilo-arenosa a argilo-siltosa, com grau variável de lateritização, ocorrência de canga ferruginosa e espessura aparente estimada entre 15 e 20 metros em exposições naturais.

15 a 20 m Canga ferruginosa Or-19 Ce 402,2 / Co 377
Fotos de campo do material argilo-síltico-laterítico
Fotos de campo do material argilo-síltico-laterítico
Prancha de campo com registros do manto laterítico, referência ao Bloco Nordeste e pontos Or-19 com Ce 402,2 ppm e Co 377 ppm.

Potencial volumétrico do manto

Manto argilo-síltico-laterítico

O manto secundário ocorre em uma área estimada em mais de 40 km² e, em diversos trechos, exibe espessura aparente superior a 15 metros.

Os resultados da primeira fase da geoquímica de solo e rocha sustentam alta favorabilidade para estimativa e bloqueio de recursos de terras raras em volumes extraordinários.

Alvo Argilo-Síltico-Laterítico Bloco Nordeste
Alvo Argilo-Síltico-Laterítico Bloco Nordeste
Bloco Nordeste

Área secundária com concentração relevante e prioridade de detalhamento.

O Bloco Nordeste apresenta teores de Ce superiores a 400 ppm e Co em 377 ppm, sugerindo concentração de elementos de terras raras na zona secundária.

  • 1Or-16: Nd-Pr 30 ppm.
  • 2Or-19: Ce 404,2 ppm e Co 377,0 ppm.
  • 3Escala de mapa 1:20.000, com alvo central individualizado.
A próxima etapa prevista é delimitar a área de ocorrência das terras raras e minerais associados com nova geoquímica de campo.

Detalhamento do Bloco Nordeste

Alvo Bloco Nordeste

Na faixa investigada do Bloco Nordeste, foram identificados teores de Ce superiores a 400 ppm e Co em 377 ppm, indicadores consistentes da presença de terras raras concentradas na zona secundária.

A combinação entre extensão, espessura e teor reforça a prioridade de detalhamento desse alvo na segunda etapa da geoquímica de campo.

Bloco Norte

Zr-La indica nova frente para delimitação por furos de trado.

No Bloco Norte, a presença de Zr e La indica forte ocorrência de minerais do grupo das terras raras. A próxima etapa de campo deve coletar amostras por furos de trado, com foco em espessuras e níveis mais enriquecidos.

Área integradaOs blocos individualizados somam aproximadamente 40 km².
Volume secundárioO manto secundário entre as cotas 500 e 650 apresenta volumes excepcionais para avanço de detalhamento.
Ocorrências em argilas iônicas com TREO acima de 600 ppm merecem atenção pelo potencial de processos de extração de menor custo.
Alvo Argilo-Síltico-Laterítico Bloco Norte
Alvo Argilo-Síltico-Laterítico Bloco Norte
Mapa do Bloco Norte em escala 1:50.000, com marcações Zr-La ao longo da faixa mapeada.

Leitura econômica dos blocos

Leitura integrada dos blocos Norte e Nordeste

Na faixa investigada, a área estimada gira em torno de 30 a 40 km², distribuída entre os blocos Nordeste e Norte. Nesse conjunto, a presença de teores relevantes na zona secundária e a geometria do manto reforçam o potencial para um depósito de argilas iônicas de classe mundial.

No Bloco Norte, a presença de Zr e La sugere forte ocorrência de minerais do grupo das terras raras. A próxima etapa de geoquímica de campo prevê amostragens por furos de trado para delimitar espessuras e reconhecer os níveis mais enriquecidos.

Com base nos resultados já obtidos, as ocorrências em depósitos secundários com TREO acima de 600 ppm e espessuras superiores a 15 m indicam alta favorabilidade para estimativa e bloqueio de recursos em volumes excepcionais.

Depósito primário | Granitos sin-colisionais

A frente primária reforça o potencial para reservas e escala de longo prazo.

O mapa de Granitos sin-colisionais apresenta a leitura do depósito primário dentro do Projeto Ouricuri/Ba, com alvos ETR-DN e distribuição de dados de Ce, Nd, La, Pr, Gd, Dy, Eu, Sm, Pb, La-Pb e Zr.

  • 1Teores de Nd + Pr acima de 1.200 ppm em rochas reforçam a relevância do depósito primário.
  • 2Malhas de sondagem são previstas para dimensionamento e bloqueio das primeiras reservas.
  • 3O material em tramas de anfibólio e maciços de feldspato sugere caminho favorável para concentração magnética.
Granitos sin-colisionais e depósito primário
Granitos sin-colisionais e depósito primário

Consistência geológica do alvo primário

Granitos sin-colisionais e depósito primário

O depósito primário está inserido em granitos sin-colisionais e reúne anomalias geoquímicas compatíveis com ETR-DN, associando valores de Nd, Ce, Co, La, Dy, Pb, Zr e demais indicadores relevantes para o sistema.

Em termos petroquímicos, a suíte se caracteriza por rochas magnesianas a ferrosas, peraluminosas, potássicas a álcali-cálcicas de ambiente sincolisional, reforçando a consistência geológica do alvo primário.

Esse conjunto amplia a confiança na abertura de um horizonte de reservas de longo prazo e na continuidade da campanha de sondagem para bloqueio inicial de recursos.

Contexto geológico regional

O projeto está posicionado em um corredor geológico com assinatura estrutural relevante.

Mapa simplificado das províncias São Francisco e Borborema
Mapa simplificado das províncias São Francisco e Borborema
Recorte de mapa simplificado das províncias São Francisco e Borborema, com a área do projeto no contexto regional.
Feições de campo na Fazenda Saturnino
Feições de campo na Fazenda Saturnino
Registro de campo com feições em metamonzogranito e xenólitos do Complexo Sobradinho-Remanso.
Província BorboremaPorção sul, próxima ao contato com o norte do Cráton São Francisco.
Riacho do PontalMigmatitos e rochas gnáissicas intrudidas por granitoides sin a pós-tectônicos.
Estruturas regionaisZonas de cisalhamento e corredores de deformação controlam a alteração hidrotermal.
Suíte Fazenda ForteRochas peraluminosas e potássicas a álcali-cálcicas de ambiente sincolisional.

Enquadramento geológico ampliado

Contexto geológico regional

A área se insere na Faixa Riacho do Pontal, em contato com a Província Borborema e a porção norte do Cráton do São Francisco, um contexto reconhecido por intensa evolução tectônica e plutonismo paleoproterozoico.

A Suíte Fazenda Forte ocorre na porção ocidental da área sob a forma de batólitos e stocks alongados na direção NNE-SSW, associados à tectônica transcorrente regional. Essas rochas cortam unidades dos complexos Sobradinho-Remanso, Lagoa do Alegre e Barreiro.

Do ponto de vista litológico, a suíte é composta por metamonzogranito a metassienogranito, com granulação fina a média, localmente grossa, coloração cinza-esbranquiçada a rosada e ocorrência de foliação incipiente a penetrativa, acompanhando o trend regional NNE-SSW.

Texturalmente, observam-se feições porfiroclásticas, matriz granolepidoblástica e relictos de textura ígnea porfirítica, com K-feldspato, quartzo, plagioclásio, biotita e, localmente, muscovita e sericita. Também ocorrem xenólitos e faixas gnáissicas em corredores deformacionais, o que reforça o controle estrutural sobre a mineralização.

Tendência de evolução do envoltório hidrotermal

O sistema hidrotermal ajuda a explicar a concentração e a seletividade dos alvos.

Cluster I

Alteração sódico-cálcica

Caracterizada por anfibólio hidrotermal associado a plagioclásio, clorita e ilmenita em zonas distais.

Cluster II

Alteração sódica

Associada à formação de albita, com biotita hidrotermal, anfibólio, clorita, granada, apatita e quartzo.

Cluster III

Alteração potássica

Definida por biotita hidrotermal com albita, ilmenita, quartzo e apatita, ligada a zonas de cisalhamento.

Leitura geológica para tomada de decisão

O sistema hidrotermal da Faixa Riacho do Pontal se relaciona a zonas de cisalhamento dúctil subparalelas e milonitos associados, com alteração controlada pelas zonas de deformação.

A zonagem descrita evolui de áreas distais sódico-cálcicas para áreas proximais enriquecidas em potássio e ferro, com biotita, hematita, albita, ilmenita, quartzo e apatita.

A semelhança com sistemas IOCG e a magnitude dos processos hidrotermais sustentam a hipótese de que a zona de contato entre a Província Borborema e o Cráton São Francisco possa abrigar depósitos minerais de classe mundial.

Síntese hidrotermal ampliada

Evolução e zoneamento hidrotermal

A evolução do envoltório hidrotermal parte de alteração sódico-cálcica com anfibólio hidrotermal, passa por uma fase sódica marcada por albitização e avança para uma fase potássica com biotita, ilmenita, quartzo e apatita, sempre vinculada a corredores de deformação e milonitização.

O mapeamento da área testada por perfuração reconhece zoneamento associado à deformação, com áreas distais sódico-cálcicas e áreas proximais enriquecidas em potássio e ferro. Veios e vênulas tardios com quartzo-hematita e fuchsita marcam estágios finais do sistema.

As observações por EDS acoplado a MEV mostram aumento de potássio em estágios tardios, consumo de FeO da zona inicial para a intermediária e albitização responsável pelo aumento de Na₂O, reforçando a interpretação de um sistema hidrotermal bem organizado e mineralmente fértil.

A magnitude do sistema e sua afinidade com modelos IOCG sustentam a leitura de potencial de classe mundial para a faixa de contato entre Borborema e Cráton São Francisco.

05 | Processamento

Rota operacional simples como diferencial de CAPEX e eficiência.

01
Separação magnética simplesProcesso direto, com leitura operacional mais clara para validação técnica.
02
Baixo CAPEXMenor barreira de implantação em comparação a rotas mais complexas.
03
Alta eficiência operacionalPotencial de operação mais enxuta, com foco em produtividade e controle.
04
Validação progressivaPróximas etapas técnicas devem consolidar a rota metalúrgica do projeto.
Metalurgia | Separação física

A rota magnética é o ponto de inflexão para destravar valor.

O material ocorre em tramas de anfibólio em maciços de feldspato, criando um cenário favorável para concentração magnética. Em termos práticos, anfibólios são paramagnéticos e feldspato é diamagnético.

Se o teste de bancada provar que a trama de anfibólios se separa do feldspato de forma simples, o ativo ganha uma narrativa de CAPEX menor, eficiência operacional e valorização imediata.
01
Moagem controladaPreparar a rocha para liberação da trama mineral relevante.
02
Imãs de alta intensidadeSeparar anfibólio paramagnético do feldspato diamagnético.
03
Pré-concentrado ricoConcentrar Nd/Pr e validar ganho de teor na fração magnética.
04
Risco reduzidoTransformar hipótese geológica em evidência metalúrgica de bancada.
06 | Mercado

Aplicações conectadas aos vetores globais de crescimento.

Veículos elétricos

Demanda associada à eletrificação, motores, eficiência energética e cadeias industriais de nova geração.

🌬️

Energia renovável

Terras raras são parte estratégica de tecnologias que sustentam a expansão da matriz renovável.

🛰️

Tecnologia e defesa

Aplicações críticas aumentam o valor estratégico de fontes alternativas e projetos com escala.

07 | Próximos Passos

Roadmap de avanço técnico, regulatório e industrial.

A apresentação organiza os próximos movimentos em uma régua objetiva, facilitando a leitura de risco, maturidade e potencial de execução.

01
Testes metalúrgicos

Confirmação da resposta do material e consolidação da rota de processamento.

02
Sondagem

Avanço sobre continuidade, espessura e compreensão geológica do depósito.

03
Licenciamento

Estruturação da trilha regulatória para evolução segura do projeto.

04
Escala industrial

Preparação para leitura de implantação, produção e maturação do ativo.

Plano técnico de evolução

Desdobramento técnico das próximas etapas

Conversão para óxidosConverter os resultados em REO, que é a forma como o mercado precifica o ativo, incluindo a passagem de elementos como Nd para Nd₂O₃.
Teste de separação magnéticaEnviar amostra representativa da porção cortada por anfibólios para teste de bancada e medir o quanto de Nd e Pr migra para o concentrado magnético.
Controle de radioatividadeMonitorar o teor de tório, buscando uma rota de licenciamento mais rápida, simples e competitiva.
Fase II da geoquímicaImplantar malha de amostragem com furos de trado nos blocos Norte e Nordeste para consolidar a expectativa de um extenso depósito de ETR em possível forma de argila iônica.
Sondagem do primárioAvançar com malhas de sondagem nas zonas de maiores teores para dimensionamento e bloqueio das primeiras reservas sob o domínio do Projeto Ouricuri-Riacho do Pontal.
Próximos passos técnicos

O avanço do projeto deve converter potencial em evidência mensurável.

01
Conversão para óxidos

Converter resultados para REO, formato usado pelo mercado para precificação e comparação técnica.

02
Teste de separação magnética

Enviar 50 kg da parte cortada pelos anfibólios para teste de bancada e verificar quanto de Nd/Pr migra para o concentrado magnético.

03
Monitoramento de tório

Controlar radioatividade e avaliar impacto sobre custo, prazo e complexidade de licenciamento ambiental.

04
Fase II de geoquímica

Implantar malha de amostragem com furos de trado nos blocos Norte e Nordeste para consolidar expectativas do depósito de argilas iônicas.

05
Malhas de sondagem no primário

Dimensionar e bloquear as primeiras reservas de Terras Raras sob domínio do Projeto Ouricuri - Riacho do Pontal.

08 | Oportunidade de Investimento

Entrada antecipada em ativo mineral com potencial estratégico global.

01

Entrada antecipada

Participação em uma fase com maior assimetria entre estágio do projeto e potencial de valorização.

02

Alto potencial de valorização

O conjunto de escala, teor e mercado cria uma narrativa clara de crescimento do ativo.

03

Ativo estratégico global

Terras raras conectam o projeto a cadeias internacionais de energia, mobilidade, tecnologia e defesa.

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